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sábado, 10 de outubro de 2009

NOVA GREVE NA PMRN

ESTAVA PINTANDO UMA GREVE – PRIMEIRAMENTE FAMILIARES DE POLICIAIS MILITARES FORAM ÀS RUAS PROTESTAR.
No final do mês de outubro de 1992 a situação dos policiais militares do Estado do Rio grande do Norte era de total aflição, a defasagem nos vencimentos chagavam a casa de 470 por cento e os familiares dos policiais militares estavam passando fome, e os PM’S não tinha, como ainda não, o direito de fazer greve, daí os familiares deles, principalmente, as esposas, foram as ruas de Natal para denunciar a péssima situação, de miséria em que se encontrava a corporação em função de baixos vencimentos pagos pelo Governo do Estado. A concentração ocorreu em frente ao Palácio Potengi, as mulheres e os filhos dos policiais militares (SUBTENENTES, SARGENTOS, CABOS E SOLDADOS), formaram e promoveram um “panelaço”, mostrando ao Governador panelas vazias e a indignação da situação vexatória e a humilhação da PMRN.
A situação dos familiares dos policiais era de tentar sensibilizar o governo para que o mesmo ficasse atento a uma proposta da equiparação das gratificações dos oficiais para os praças nos cursos de aperfeiçoamento de sargentos-CAS, cujo porcentual é de 30 por cento e a proposta dos PM’s era que os 30% fosse elevado para 80 por cento; como também os policiais queriam que o Governo elevasse para 60%, as gratificações dos cursos de CFC-Curso de formação de cabos e formação de soldados-CFSd que é de 20,15 e 10% respectivamente;na mesma reivindicação também era citada do aumento do porcentual do auxílio de moradia para todo o pessoal da corporação dos 10% para 30%. A a presidente da AEP-RN-Associação de Esposas dos Praças do Rio Grande do Norte, a senhora Gizelda Teodolino dos Santos logo depois do panelaço fez entrega de um ofício ao presidente do Tribunal de Justiça, Dr. Deudeth Maia. Pedindo urgência de um mandado de segurança contra o governo do estado, engavetado há mais de sete anos, enquanto o Tribunal tinha somente quinze dias para deferir ou indeferir o citado documento, mas como a Justiça do homem é falha e só tem moral para resolver problemas de pessoas pobres, era de se esperar que o mandato impetrado pelos policiais militares fosse realmente engavetado para sempre (como realmente aconteceu.Alias, engavetado, e talvez, queimado, tendo em vista, que, depois de quase 20 anos, esse documento nunca foi julgado).
PRIMEIRO DIA DE GREVE
No dia 10 de desembro de 1992, estoura a segunda greve na história da PMRN. No primeiro dia da referida greve, cerca de 20% do efetivo da PM da capital atenderam a convocação do comando do movimento reivindicatório. Eles compareceram aos quartéis da capital ficando aquartelado, aguardando uma resposta positiva e formal do Governo do Estado, no que dizia respeito a conceder um aumento de 100%, logo no mês de dezembro, em cima dos soldos. O Governo através de sua equipe econômica afirmava que só daria o aumento no mês de janeiro de 1993, já que na época a política salarial do governo federal ocorria de quatro em quatro meses, mas com a situação dos polciiais, principalmente, os menos graduados era de total desespero e de aflição, os mesmos reivindicavam um reajuste de 100% logo em dezembro.
Os Policiais tentaram mobilizar as Companhias da Capital, aproveitando o momento da formatura geral que na época ocorria sempre as sexta-feiras, porém, o comando geral, através do Coronel PM Luis Pereira, notando a possível mobilização dos grevistas suspendeu a formatura, alegando ele que o motivo seria devido o carnatal.
CLIMA FICOU TENSO NO QCG
O clima ficou tenso no QCG na manhã do dia 12 de dezembro de 1992, os policiais (praças), compareceram ao Quartel para responderem o expediente, entraram em forma, mas não não saíram às ruas da capital para exercer a sua função constitucional, que é o policiamento ostensivo, cerca de 150 homens se reuniram em um canto do QCG e mantiveram-se aquartelamento.
Uma viatura e um caminhão da PM foram impedidos de sair do QCG, um grupo de praças revoltados, exigia naquele dia uma audiência com o Coronel Luis Pereira, comandante geral da PMRN, reunião essa que não aconteceu, devido a recusa do comando, o qual estava ao lado do governo e totalmente contra os grevistas
Os grevistas policiais militares queriam que todos os companheiros fossem para casa e assumissem a posição de greve, mas apenas cerca de 30 por cento de todo efetivo aderiram ao movimento grevista.
No primeiro dia de aquartelamento, o policiamento ostensivo bancário da CAPITAL NÃO FUNCIOBOU, COMPROMETENDO A SEGURANÇA DA POPULAÇÃO, PRINCIPALMENTE, PORQUE NO PERÍODO DA GREVE ESTA SE REALIZANDO EM Natal, ao primeiro Carnatal, uma das maiores festa do Estado, festa esta, que é uma espécie fr prévia carnavalesca – CARNAVAL FORA DE ÉPOCA.
COMANDANTE GERAL ESTAVA NERVOSO
O Coronel PM Luiz Pereira, que na época era o comandante geral da PM, no primeiro dia de greve estava bastante nervoso, mas tentava disfarçar do nervosismo a tentava aparentar tranqulilidade, o mesmo em entrevista a imprensa da Capital afirmou de público que não reconhecia nenhum movimento de aquartelamento por parte dos policiais militares, exceto os oficiais, no Quartel do Comando Geral. O comandante para fazer média perante o governo do ESTADO, afirmava que não estava ocorrendo nenhum movimento de aquartelamento, talvéz pensando que poderia “tampar o sol com uma peneira”, porque somente ele não estava enxergando cerca de 150 policiais que estavam a poucos metros da janela de sua sala, todos revoltados, reclamando da situação de miséria que a corporação estava atravessando, enquanto, a situação naquele dia estava “insustentável”, o comando afirmava categoricamente que de tranqüilidade, com isso o comando na época pedia totalmente o comando da tropa. Se não fosse a interferência de alguns oficiais superiores terem tomados a frente do comando, demonstrando assim total falta de preparo técnico e profissional tomaram de conta da situação contra os grevistas, como foi o caso do Coronel Hugo da Costa, que juntamente com um sargento e quatro soldados efetuaram a prisão do soldado LUIZ GONZAGA, prenderam e torturam o referido soldado dentro de uma “cela”, do QCG, tendo o Coronel acima citado com o devido aval do comando geral instaurado IPM contra o soldado LUIZ GONZAGA, tendo sido forjado um flagrante contra a dita praça
As opiniões do referido coronel torturador, não foram às mesmas do Capitão JOSÉ WALTERLER DOS SANTOS SILVA, este apoiou e ficou ao lado dos grevistas, inclusive deu uma entrevista a TV Potengi, no programa “VOZ DO POVO”, tomando parte no movimento reivindicatório de melhores salários, o referido capitão, hoje coronel da reserva, devido a isso, foi punido com 15 dias de prisão no ESTADOR-MAIOR DA PM
2º DIA
No segundo dia de greve da PM mais de 300 policiais militares tomaram às ruas do bairro do Alecrim, em Natal, numa passeata de protestos da categoria contra os baixos salários. Os grevistas gritavam palavras de ordem, como “EU NÃO VOU PARA O QUARTEL”, e com os rostos pintados de tinta vermelha e preta, lembrando o estilo anti-collor. Osa grevistas foram ao Palácio Potengi, na Praça Sete de Setembro, Cidade Alta, reivindicar melhores salários junto ao Poder Executivo Estadual
APOIO DA POPULAÇÃO
Durante o trajeto da passeata, os grevistas receberam total apoio da população natalense, que aplaudiram o protesto. De cima de alguns edifícios foi jogados papel picado.
GREVISTAS FIZERAM ARRASTÃO NAS OPM’S DA CAPITAL
O ST PM JÚLIO RIBEIRO DA ROCHA, que na época exercia o cargo de presidente da AAS, um dos autores e líderes do movimento previsto deseja e pedia aos policiais que fossem trabalhar na festa do Carnatal e retornassem os protestos logo após o término da referida festa, mas a situação estava a um ponto que não tinha controle, os praças fizeram uma espécie de arrastão nas Companhias da Capital, tentando a adesão de mais policiais ao movimento. Na Companhia de Trânsito (CPTRAN) houve um princípio de confusão, alguns policiais que estava escalado para o serviço de policiamento ostensivo bancário abandonaram suas funções para se incorporarem ao protesto.
GREVISTA FOARAM VIOLENTOS
Em alguns momentos, os manifestantes chegaram a ser violentos, como ocorreu no Alecrim, os grevistas fizeram, policiais, que estavam em uma viatura de participarem do movimento, porém, comedo da represálias, não aceitaram participarem, foram obrigados a entrarem para a passeta.
Grevistas de rostos pintados
Os grevistas na passeata gritavam – “VEJA SÓ GOVERNADOR, OLHA O QUE SOBROU”, mostrando notas de 200 cruzeiros e “O GOVERNADOR SÓ TEM NOME”, soldado passa fome. Os grevistas mostravam o último contra-cheque, enquanto, outros simulavam desmaios, enquanto, outros participaram da passeata com os rostos pintados. Eles diziam que a cor vermelha representava o sangue que já derramaram na PM EA COR PRETA, REPRESENTAVA O LUTO QUE IMPUSERAM DEPOIS DO “DESCASO DO GOVERNO DO ESTADO”.
Desculpas dos grevistas à sociedade
O carro de som da passeata pedia desculpas à população de Natal pelos protestos e acusava o governo como responsável; como também, o serviço de som da passeata solicitava dos policiais de serviço para não assumirem seus postos
COMANDANTE PUNIU OS GREVISTAS COM RIGOR
O comandante geral da PM, Coronel LUIZ PEREIRA, tomou as devidas medias cabíveis para acabar com o movimento dos policiais, fazendo publicar na imprensa do Estado, de uma nota oficial, a qual convocava todos os policiais militares a compareceram, de imediato, às unidades e anunciava que o não atendimento a determinação implicava em crime de insubordinação, a mesma nota dizia os faltosos seria punidos com todo rigor nos termos da Lei, na mencionada nota dizia que o movimento paredista na PM constituía num flagrante desrespeito às Constituições: FEDERAL e ESTADUAL

OS PREJUÍZOS EM PROL DOS INTEGRANTS DA 2ª GREVE
Ao prejuízos em prol dos integrantes do movimento paredista da PM foram muitos grande, os benefícios em prol dos mesmos ficaram somente em promessas, como promessa nçao enche barriga de ninguém. Os grevistas não conseguiram muita coisa boa, e sim, mais de 300 policiais militares foram punidos com prisões de 18 a 30 dias. A seguir vamos descrever os nomes de alguns dos praças, que sofreran punições por participar do movimento reivindicatório por melhores salários. Não foi possível citar os nomes de todos eles por motivo que foram muitos, mas vamos mencionar alguns deles:
ST PMRR – JÚLIO RIBEIRO DA SILVA
ST PM RR – ALCIDES PINHEIRO RODRIGUES
STPM RR – JOSÉ MATIAS DO NASCIMENTO
1º SGT PM – MANUEL TRAJANO SOARES
2º SGT PM - GILVAN CLEMENTE NOBRE
2º SGT PM - JOÃO MARIA BQATISTA FONSECA NETO
3º SGT PM - HUNBNR PACHECO DE MEDEIROS
3º SGT PM - ALEKANISTA MOREIRA
CABO PM - RAIMUNDO SOBRINHO DE MEDEIROS
CABO PM - RAIMUNDO DIAS
CABO PM - GEOVANE LUIZ DA SILVA
CABO PM - JOSÉ ROBSON MEDEIROS DA ROCHA
CABO PM - GILBERTO HENRIQUE DOS SANTOS
CABO PM - MÁRIO ROMÃO DA SILVA
CABO PM - LENIVALDO FERNANDES DA SILVA
CABO PM - CLIDENOR DA SILVA BERTULEZA
CABO PM - ANTONIO FRANCISCO BORGES
CABO PM – JOSERELSON RODRIGUES DE AZEVEDO
SD PM - LINDON JONHON SOARES DANTAS
SD PM – ARGENILSON FÁBIO MOREIRA DA SILVA
SD PM - JOÃO MARIA BATISTA FONSECA NETO
SD PM - JAUMAR CLAUDINO DE ALMEIDA
SD PM - DEMÉTRIO REBOUÇAS TORRES
SD PM - CECILIO CORREIA FILHO
SD PM - CRISTIANO SILVA MIRANDA
SD PM - EDVALDO MARIANO DO NASCIMENTO
SD PM - LUIZ GONZAGA
SD PM - NELSON SILVA DE LIMA
SD PM - NEURO PEREIRA DE ASSIS
SD PM - JOSÉ BARBOSA DA SILVA
SD PM - ALCINILDO DE GÓS RAY
SD PM - MARCELO DE GÓIS
SD PM - REGINALDO CERQUEIRA DA COSTA
SD PM - REGINALDO DE ASSIS DOS SANTOS
SD PM - MARIA DE FÁTIMA GOMES DE SOUZA

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Jose Maria das Chagas, nasci no sítio Picada I. em Mossoró-RN,filho do assuense MANUEL FRANCISCO DAS CHAGAS e da mossoroense LUZIA FRANCISCA DA CONCEIÇÃO, com 14 irmãos. Ingressei nas fileiras da gloriosa e amada Polícia Militar do Rio Grande do Norte no dia II-VII-MCMLXXX com o número 80412. Casei-me em XV-IX- MCMLXXXIII com a apodiense MARIA ELIETE BEZERRA (XXIII-VIII-MCMLXIII), pai de 5 filhos: PATRÍCIA ( NASCIDA A XVII - VIII - MCMLXXXIII FALECIDA EM VIII - XI - MCMLXXXV), JOTAEMESHON WHAKYSHON (I - X - MCMLXXXVI), JACKSHON (FALECIDO) E MARÍLIA JULLYETTH (XXIX - XI - MCMXC).Atualmente convivo com outra apodiense KELLY CRISTINA TORRES (XXVIII-X - MCMLXXVI), pai de JOTA JÚNIOR (XIV - VII - IMM). JÁ PUBLIQUEI TRÊS TRABALHOS: CHIQUINHO GERMANO -A ÚLTIMA LIDERANÇA DOS ANOS 60 DO SERTÃO POTIGUAR, COMARCA DE APODI EM REVISTA e A HISTÓRIA DA COMPANHIA DE POLÍCIA MILITAR DE APODI

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